É onde ele é ele mesmo. Onde quem cuida está.
Onde o cuidado faz mais sentido.
"Quando chego na casa, já consigo ver coisas que nenhum exame mostra. Onde ele dorme, o potinho de água, como ele me recebe. Isso faz parte da consulta." — Vanessa Okamura
"Hoje a família cresceu. É um momento lindo — e também é o momento de entender o que esse novo membro precisa para chegar bem na casa dele. Vamos conversar sobre isso juntos." — Vanessa Okamura
Na consulta domiciliar, converso com quem acorda cedo para ver se ele comeu. Com quem notou que ele está bebendo menos água. Com quem sabe que ele manca às vezes — mas só quando levanta depois de dormir.
Essa pessoa raramente é a que dirige até a clínica.
Está no sofá dele. No cheiro dele. Sem outros bichos, sem sala de espera. Sendo ele mesmo — do jeito que preciso ver para entender o que está acontecendo.
Também consigo ver onde ele dorme, o que come, se passa calor ou frio, como se movimenta no próprio espaço. Informações que a clínica nunca vai ter.
O estresse do transporte eleva o cortisol e pode distorcer os resultados. Em casa, o exame reflete o animal — não o dia difícil que ele teve.
"Para mim, o pet é um membro da família. Não uso a palavra dono — uso tutor. Porque ele não pertence a ninguém. Ele escolheu estar com vocês." — Vanessa Okamura
Alguns animais chegam para mim ainda filhotes e envelhecem comigo como veterinária de referência. Outros chegam já na terceira idade — companheiros de vida de tutores que também envelheceram juntos, ou herdados de pais que partiram.
Esses animais precisam de um olhar diferente. A dor nas juntas que mudou o jeito de subir no sofá. O frio que sentem mais. A ração que precisa mudar. A desorientação que parece demência. A rotina da casa que pode ser ajustada para ele viver melhor.
Vejo tudo isso no ambiente onde acontece. O objetivo não é curar o envelhecimento — é que essa fase seja vivida com conforto, presença e qualidade.
"O que ele mais quer é simples: que vocês estejam bem. Ele não liga para mais nada além de estar com a família dele, com as pessoas que ele ama. Quando a gente cuida dele, está cuidando dessa troca." — Vanessa Okamura
O cuidado paliativo não começa quando a cura deixa de ser possível. Ele começa quando o bem-estar do animal precisa ser protegido ativamente — seja durante um tratamento, seja depois.
Muitos pacientes chegam após um diagnóstico de câncer, após um longo caminho oncológico. Outros têm doenças crônicas como insuficiência renal, que exigem cuidados contínuos no dia a dia.
Gestão da dor, ajuste alimentar, controle térmico, soro em casa, medicação para quem o responsável não consegue administrar sozinho. Organizo o cuidado no ambiente onde o animal já está — e oriento a família para que o dia a dia faça sentido.
"Ele merece o mesmo cuidado que qualquer membro da família mereceria. Sem culpa, sem julgamento. Com presença." — Vanessa Okamura
Sou médica veterinária com mestrado em Clínicas Veterinárias pela UEL — com dissertação pioneira no Paraná sobre medicina veterinária baseada em evidências no atendimento domiciliar.
Tenho especialização em Cuidados Paliativos e Terapia da Dor pela PUC Minas (384h) e registro ativo no CRMV/PR 16455.
Atendo em Londrina, Cambé e Ibiporã.
Artigos sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida para os membros animais da família.
A primeira conversa é pelo WhatsApp.
Sem compromisso.